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Sustentabilidade

Querido(a) leitor(a), quando você ouvir falar em "sustentabilidade", saiba que não é apenas um novo modismo: é necessidade, é sobrevivência! O planeta é finito e assim suas reservas naturais. Se você quiser jogar algo fora, pense duas vezes antes de decidir: muito do que é lixo pode ser transformado ou ainda pode ser reaproveitado. Reflita, imagine possibilidades, crie! Tentaremos publicar ideias legais garimpadas na web, em passeios pelas cidades do mundo e projetos nossos, inspirados na sustentabilidade e na economia. Tudo para evitar o descarte de itens que ainda podem ser úteis e, de quebra, o consumo desnecessário. Se você tiver alguma ideia interessante, envie que publico e lhe dou os créditos!!
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segunda-feira, 11 de abril de 2022

Curso de Restauro de Móveis - Madeira em Forma

Marido e eu gostamos muito de garimpar objetos por aí. Uns anos atrás compramos esse relógio de mesa. Ele não tinha o vidro que se vê na foto, estava detonado, não funcionava. Precisava de um trato. Estava pensando em mandar pra Sandra (do Madeira em Forma) pelo correio. Mas ano passado surgiu a necessidade de ir à Curitiba e como íamos de carro, levamos o relógio e uma caixinha de joias (também danificada) pra Sandra restaurar pra gente.

Achei a postagem no Instagram do Madeira em Forma dele desmontado e pronto depois, como na foto abaixo.


Já acompanho o trabalho de restauro dela tem muitos anos, qdo a gente blogava um monte. E desta bloqueiragem, veio a amizade e a oportunidade de conhecer pessoalmente. O trabalho dela é meticuloso, caprichoso, quase um carinho pra madeira. Eu sabia que nossas peças voltariam lindas pra casa. E voltaram. O relógio está lindo, restaurado, com o vidro na frente dos ponteiros e funcionando.

Mas qual o motivo de contar isso pra vocês? É que esta semana recebi uma notícia maravilhosa da Sandra. O Madeira em Forma agora tem "Curso de Restauro de Móveis", com vídeo aulas!!!!!!

Maravilhoso né?!? Então, quem aí curte fazer um DIY ( "do it yourself" ou "faça você mesmo") e quer aprender um pouco mais sobre restauro, aprimorar uma técnica, conhecer mais sobre madeiras, quem sabe restaurar uma peça de família em casa eu super sugiro comprar o curso dela. Está preço de lançamento - muito em conta, já vou adiantando - e a Sandra é uma pessoa meeeegaaa querida, que vai com certeza te guiar no processo. O Madeira em Forma tem um IG (@madeiraemforma) onde a Sandra faz lives e postagens do cotidiano do ateliê, conta novidades e ela mesma é uma pessoa muito acessível! Vai por mim: é investimento!!! Vou deixar o link do curso aqui! Quem quiser conhecer, dá um clique no link do curso (é seguro, é do hotmart), mas mais q conhecer, compra logo, porque daqui uns dias esse preço vai subir!

Ps.: Encontrei imagens da caixinha de joias que a Sandra restaurou lá no IG Madeira em Forma. Baixei as fotos aqui só pra vocês curtirem o antes & depois!

Antes!


Depois!





Fontes das imagens: relógio (arquivo pessoal); caixinha de joias (IG Madeira em Forma). Postagem publi - da série: publi que uso!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Aparador e uma banquetinha!


Olá pessoas! Ano passado, em meados de junho, estivemos em Curitiba e aproveitamos para visitar a loja dos "Caçadores de Relíquias e Antiguidades Curityba". Encontramos um bocado de coisas, como podem ver nesta imagem abaixo. 



Sim, trouxemos o móvel (e os objetos em cima dele e abaixo) no carro de Curitiba até Porto Alegre. Algumas coisas já usei - como os panelões de ferro do chão, os cachepôs rosa (que na verdade são potes cerâmicos que podem ir ao forno, hehe), os botões, um dos globos. De uns meses pra cá nos dedicamos a este móvel maior de madeira. Acredito que ele era um toucador/penteadeira. Mas não tinha o espelho ou outras partes exceto o que está na foto. Cheio, cheio, cheio de cupins, precisou ficar de molho no veneno por bastante tempo. Quando finalmente começamos a trabalhar nele, a primeira coisa a ser feita foi remover o verniz.


Usamos o removedor ecológico em gel, que tem um cheiro mais suave e não agride o ambiente. A Sandra, do Madeira em Forma, foi me dando assessoria e sugestões. Apliquei com pincel e...



... removi com espátula.


Esta parte mais clara que se pode ver no tampo do móvel é onde suspeito tinha um espelho. Note a diferença de cor nas gavetas da imagem abaixo: mais clara com verniz removido.



Aqui, móvel com verniz totalmente removido.


Esta gaveta mostra as "estradinhas" que os cupins fizeram dentro da madeira. Depois de remover o verniz, testei com uma chave de fenda a profundidade dos danos. E nesta, era grande. A primeira ideia era deixar as três gavetas sem pintura. Mas aqui os planos tiveram de ser revistos, porque precisou de tanta massa de madeira que descaracterizou o material original. Então, foi a única das gavetas que também recebeu tinta. Removi o que me pareciam restos de puxadores e marido aplicou a massa de madeira e lixou.





Quando fui pintar, queria que os pés palito ficassem na cor de madeira natural, como duas das gavetas. Então coloquei fita crepe na beirinha pra não sujar os pés com tinta. Eles foram lixados e só receberam verniz sem brilho.



Rolinho, pincel e tinta. Escolhi tinta esmalte base água neste tom de verde acinzentado.




Depois de pintar e aguardar secar, passei verniz em todo móvel. Aguardei secar outra vez e passei cera incolor. 


A banquetinha abaixo fiz uma graça e pintei só o tampo e a ponta dos pés! :D









Detalhe da madeira, judiada e do puxador de ferro que comprei numa ferragem aqui perto de casa. Achei que ficou charmoso este móvel e ganhou uma nova chance aqui e em casa! E vocês?


Inspirem-se. Lojas de usados, casa de parentes, doações... sempre tem algum lugar se desfazendo de um móvel ou objeto que ainda pode ser usado, bastando apenas um pouco de carinho e cuidado! Abraços e até o próximo post.





quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Decoração com móveis rústicos, antigos e ou de família...

Oi pessoa! Na postagem anterior citei alguns móveis de design, seus criadores e seu valor pra decoração e para o bolso. Mas uma decoração não precisa necessariamente de peças de design reconhecido para ser bacana e um bom investimento. Então, na postagem de hoje, vou falar dos móveis rústicos, antigos/de família. 

Em todas as escolhas que fazemos, com raras exceções, existe muito do nosso gosto pessoal. E por ser pessoal, difere de indivíduo para indivíduo. Reitero sempre a respeito do valor de um móvel de madeira pois tenho uma preocupação enorme com a questão de desmatamentos e do quanto uma madeira considerada nobre leva para crescer e estar pronta para o uso da indústria. E, na minha singela opinião, um móvel de madeira fica muito bonito dentro de casa, de forma que é um enorme desperdício se desfazer dele. Mas, é gosto pessoal. Se você curte, fique comigo até o final do post. 

MÓVEIS RÚSTICOS






Existiu uma época (anos 60, 70 e 80 acredito) que, inspirados pelos programas de TV/filmes americanos, muita gente quis casas e mobiliários rústicos. As cabaninhas no estilo canadense feitas de troncos e decoradas com móveis de madeira maciça envernizados, estavam em alta. Móveis robustos e enormes, de madeira entalhada, também eram moda. As preferidas eram as madeiras nobres, madeiras de lei¹. As madeiras nobres, de acordo com suas características, foram sendo exploradas em diversos setores: da construção civil, naval até a confecção de instrumentos musicais e móveis. Junto com a agricultura e a pecuária - que devastaram grandes áreas para cultivo de grãos e criações de animais de corte - a exploração desenfreada de madeiras de lei resultou em ações governamentais proibindo seu comércio e mais desmatamentos. Embora algumas atitudes tenham sido tomadas, elas não foram suficientes para impedir que se tornassem raras as madeiras nobres - o desmatamento e o contrabando destas espécies acontece até hoje, sendo o mercado negro europeu seu maior cliente. A alternativa foi cultivar florestas de pínus. A madeira leve, macia e barata (porque o crescimento do pínus é mais rápido) tornou-se popular, contudo revelou-se frágil, quase descartável. Hoje, na decoração de interiores, explora-se muito o mercado de modulados e planejados, mais resistentes, feitos de aglomerado de madeira, compensado, MDP ou MDF revestidos com diferentes acabamentos e padrões. Desta forma, é incomum, na maioria dos lares modernos, ver bons e resistentes móveis de madeira natural. Com estas informações básicas, chego ao objetivo de hoje: um pedido para salvar aquele móvel de madeira da família, não jogar fora (algumas amigas e eu somos assíduas frequentadoras de caçambas de entulho, em busca de preciosidades assim), revitalizá-los, restaurá-los e reinseri-los na decoração de sua casa. Vale pensar quanto tempo demora para uma árvore de madeira nobre crescer e estar no tamanho ideal para ser usada pela indústria moveleira no manejo sustentável², por exemplo. Aí pergunto: vai jogar fora? Pra dar uma modernizada num móvel desses e tirar o aspecto "pesado" dele, uma solução é uma pátina clarinha. Ele não vai perder o jeitinho robusto mas ficará com aspecto mais jovial, mais fresco. Se o móvel for um pouco menor, como uma cômoda ou criado, uma alternativa bacana é pintar com uma cor vibrante que combine com o restante da decoração.

A técnica de pátina mineira faz parecer que o móvel foi construído com madeira de demolição, não acha? Fica mais suave e alegre.



Fonte na imagem.

Para fazer/copiar o estilo da pátina provençal existem uns adornos em resina que você pode comprar baratinho e imitam escultura em relevo. Basta colar e depois pintar por cima. Deixa o móvel rústico mais delicado.


A técnica de madeira aparente realça a textura da madeira, mostrando-a em sua forma natural, com seus veios e os desgastes do tempo.

Fonte na imagem.

MÓVEIS ANTIGOS/DE FAMÍLIA

Colorindo... Fonte

Cadeira Cimo: restauro e um pouco de cor. Fonte na imagem.

"Fofoqueira" ou mesinha de telefone. Restaurada na técnica dip dye. Fonte na imagem.

Penteadeira laqueada. Fonte

Revestindo com tecido. Fonte

Pintura decorativa. Fonte na imagem.

Estes são apenas alguns exemplos de como você pode customizar/renovar seus móveis e mantê-los na decoração. De qualquer maneira, se você não curte a peça, ofereça em brechós, em lojas de usados, lojas de antiguidades. Pode ser que você encontre lá uma outra para substituí-la, de igual valor ou beleza.

Espero ter lhe ajudado e inspirado! Até a próxima postagem.

Notas
¹ - A origem do termo remontaria ao tempo da chegada da família de Dom João VI ao Brasil. Na "lei" foram estabelecidas algumas espécies para uso exclusivo da coroa, notadamente para a construção naval e de dormentes de ferrovias. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Madeira_de_lei.

² O manejo (sustentável) é uma maneira de racionalizar a extração. Uma área é dividida em lotes e cada lote é explorado uma única vez a cada 30 anos. Só as árvores velhas, com tronco de mais de 40cm ou 50cm de diâmetro, são cortadas. As jovens são poupadas. Fonte:Revista Isto É - Floresta na Sala.

O aglomerado é composto por partículas de madeira, com a adição de cola, mais processo de prensa, originando assim as chapas de aglomerado. As chapas são encontradas em várias dimensões e espessuras; as espessuras mais utilizadas são de 15, 18 mm (para móveis) e 24, 32 mm (para painéis e divisórias). Por ser um material com uma densidade não muito boa seu preço é menor do que os outros painéis.
O compensado é uma placa composta de diversas lâminas de madeira sobrepostas.Na sua composição podem ser utilizados diversos tipos de madeira. É possível encontrar vários tipos de compensado, com diferentes processos de industrialização e madeiras em sua composição, surgindo assim as subcategorias de compensados, que são: os laminados, sarrafeado, naval, blockboard, entre outros. Há uma grande variação do tamanho, da espessura e da densidade das placas.O preço do compensado varia muito conforme sua subcategoria.
O MDP (Medium Density Particleboar) é uma placa de média densidade feita de partículas de madeira de reflorestamento em camadas, com tecnologia de prensas contínuas, associada à utilização de resinas de última geração. Possui características superiores e distintas dos painéis de madeira aglomerada. No mercado são encontradas placas com comprimento variando de 2.20 a 3.05 m e 4.40 a 6.10 m e com larguras de 1.85, 2.10 e 2.20 m, as espessuras são de 12, 15, 18, 25 e 28 mm. O MDP é um material intermediário entre MDF e o aglomerado, tanto na densidade e na absorção de umidade, como no preço.
O MDF (Medium Density Fiberboard) é uma placa de média densidade feita a partir das fibras de madeira reflorestada (pinus e eucalipto), com adição de resina sintética e submetida à ação de pressão e calor. O MDF é um material equivalente à madeira nas possibilidades de trabalhar a matéria-prima. Os painéis são superfícies grandes perfeitamente homogêneas e sem orientação das fibras, o que permite cortes em qualquer sentido e apresentação de superfície lisa e uniforme ao toque. No mercado existe uma grande variedade de tamanhos de chapas (as placas podem ser produzidas com medidas diferentes, de acordo com a empresa que as fabrica). As espessuras variam geralmente entre 9 a 28 mm. O MDF possui um preço um pouco maior do que os outros painéis, mas esse valor é justificável pela qualidade do produto.
Fonte:Clique Arquitetura.

Obs.: este post não é patrocinado.

sábado, 23 de novembro de 2013

Cadeira de balanço reformada

Oi pessoas! Hoje vim mostrar uma cadeira de balanço que foi do meu sogro, seu Arno. A restauração não é trabalho nosso - levamos pra um estofador que já nos fez outros serviços. Estava muito quebrada e precisava de ferramentas que não tínhamos. Minhas enteadas Carol e Cibi devem lembrar dela nos áureos tempos. Um olhar carinhoso nos fez imaginar ela restaurada e enfeitando nossa casinha. Com o trabalho de um profissional, conseguimos trazê-la de volta à vida...


Atrás do biombo, relevem: é a bagunça do marido - de coisas que vem do apê e que vão pro apê.. só fica arrumadinho de segunda a quinta... hehehe. Bem, vamos às fotos do antes?






Peguei o hábito da Sandra, do Madeira em Forma (ela e o Amauri, do Restaurações Dom Moleiro são meus inspiradores quando o assunto é restauração - eles são ótimos no que fazem, visitem os blogs),  e sempre que há uma etiqueta identificando o fabricante do móvel, fotografo. É como uma prova da origem. Esta cadeira veio de São Bento do Sul/SC. Não faço ideia da data em que foi adquirida, uma pena. Marido acha que ela tem uns 40 anos ou mais.






A pobrezinha estava bem judiada, né? Ficou aqui na casinha depois que sogro faleceu e não recebeu os devidos carinhos. Quebrada em várias partes, parecia ter passado por uma guerra. Entretanto, depois de um trabalho paciente e demorado, ela ficou assim...











Que tal a roupa nova? Marido ficou bem feliz de ver a cadeira que, outrora fora do pai, e parecia irrecuperável, agora ali, pronta pra embalar o(a)s netinho(a)s.. hahaha.. brincadeirinha. Nossas filhas que nos perdoem, mas é inevitável brincar com essa possibilidade (se bem que tenho sonhado demais com bebês...).

Reparamos que ela precisa de mais uns pequenos ajustes, mas nada que chame muito a atenção ou que tire sua função.

Que tal? Trouxe motivação ou inspiração pra você? Mãos à obra... não jogue fora seus móveis velhos. Restaure! Beijos e excelente fim de semana... Este post não é um publieditorial!