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Sustentabilidade

Querido(a) leitor(a), quando você ouvir falar em "sustentabilidade", saiba que não é apenas um novo modismo: é necessidade, é sobrevivência! O planeta é finito e assim suas reservas naturais. Se você quiser jogar algo fora, pense duas vezes antes de decidir: muito do que é lixo pode ser transformado ou ainda pode ser reaproveitado. Reflita, imagine possibilidades, crie! Tentaremos publicar ideias legais garimpadas na web, em passeios pelas cidades do mundo e projetos nossos, inspirados na sustentabilidade e na economia. Tudo para evitar o descarte de itens que ainda podem ser úteis e, de quebra, o consumo desnecessário. Se você tiver alguma ideia interessante, envie que publico e lhe dou os créditos!!
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domingo, 24 de novembro de 2019

Mesinha


Olá pessoas!!

Da reunião de vários objetos e sobra de obra, marido construiu uma mesinha. Aliás, tem saído muitas mesinhas daqui... hehehe! Faltando espaço (leia-se "casa") pra colocar todas elas.

Eis o que tínhamos por aqui...

  • Uma cadeira que recolhemos da rua. Parte das pernas foram cortadas porque estavam podres. Serviu de base para o tampo;
  • uma sobra de MDF um pouco maior que a medida da cadeira e que serviu de base para aplicação dos azulejos e ladrilhos;
  • azulejos retrôs que compramos numa promo da Leroy;
  • sobra dos ladrilhos que usamos na reforma do banheiro na nossa casa - tb compramos numa baita promo da Leroy - fiquem sempre de olho nas promoções, vendas de sobras de estoque, porque vocês podem ter surpresas boas e uma grande economia.



Nesta foto acima marido colocou o encosto e o assento da cadeira pra mostrar como era antes. A parte da cadeira usada na mesinha foi pintada com tinta esmalte, pra resistir melhor à umidade, uma vez que usamos ela na área externa da casa.


Nesta foto acima e na abaixo - a luz não ajudou - mais um pouco dos azulejos e dos ladrilhos.


Como marido fez? Fixou o tampo de MDF na parte da cadeira (que viria a ser a sustentação da mesinha). Colou os azulejos e os ladrilhos no tampo (com cola de azulejos), aguardou secar, fechou as fendas entre azulejos e ladrilhos com rejunte e pintou de esmalte branco as partes que ficaram aparentes do MDF. Ficou assim...




E uma caipirinha comemorativa é de praxe, afinal, trabalho merece pagamento!

Vale lembrar que a tinta esmalte que usamos aqui é base água. Praticamente não usamos mais da base solvente químico. E quando usamos é de restos que ainda tem por aqui do tempo do sogro. Mas acho que os restos já foram todos.

Esperamos ter lhe inspirado a reaproveitar objetos e dar um novo uso a eles. As manualidades costumam ter características únicas, criando objetos exclusivos. Certamente ninguém terá um objeto idêntico ao seu, exatamente o contrário do que encontramos no comércio. Tem outros benefícios ainda: manualidades são terapêuticas, fazem um bem danado pra alma; manualidades são carregadas de afeto, de amor, carinho, trazendo pro seu cantinho significados que nenhum outro objeto traria! Um abraço!

Obs.: este POST não é publicidade pra loja citada. De fato, andamos com frequência por lá e sempre de olho  nas promos!



terça-feira, 17 de setembro de 2019

Banqueta/otomano reeditado

Oi pessoas!

Ainda segue o blog, meio vivo, por aqui... hahaha! Às vezes dá vontade de parar, falta o tempo, mudança de rumos na vida! Mas como a gente continua dando vida nova pra móveis, catando "lixo" por aí pra transformar em nossos luxos, preferimos deixar esta porta aberta. Segue uma das últimas artes...

A enteada estava com uma banqueta (dessas que se usa em frente à penteadeira) que foi da sogra e precisando de um trato. Então buscamos na casa dela e demos nosso toque. Só pra lembrar que não somos restauradores nem temos essa pretensão. Apenas gostamos de dar uma nova chance aos móveis que temos - ou algum que compramos usado e judiado.

Primeiro, o tratamento contra os cupins. Depois, a remoção total da tinta. Então marido fixou um pouco as perninhas, que estavam meio bambas, fechou uns pontos onde os cupins fizeram buracões com massa pra madeira, lixou e eu fiz uma graça com uma cera dourada (na última foto vai dar pra perceber o dourado). Envernizamos e levamos pra estofaria onde usaram um retalho de suede que tínhamos providenciado faz um tempão. Até tínhamos pensado em pintar a madeira, mas gostamos do tom natural à mostra. E a banquetinha foi ser feliz na casa da enteada outra vez. 

Vejam as fotos do antes...





Abaixo, no detalhe, etiquetas da loja que vendia - provavelmente - os móveis (Móveis Farroupilha). Aprendi a valorizar e buscar por estas etiquetas em móveis antigos. São provas da idade do móvel, embora eu não tenha muita certeza das datas exatas da época em que foi fabricada esta peça e, depois, vendida. Veja no detalhe...



E nesta foto abaixo, etiqueta do fabricante (Fábrica de Móveis Progresso). 


Nas fotos que seguem, o resultado da nossa pequena intervenção.









Esperamos ter lhe inspirado e estimulado no reuso, em dar uma nova chance aos móveis surradinhos!

Um beijo e até o proximo...

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Aparador e uma banquetinha!


Olá pessoas! Ano passado, em meados de junho, estivemos em Curitiba e aproveitamos para visitar a loja dos "Caçadores de Relíquias e Antiguidades Curityba". Encontramos um bocado de coisas, como podem ver nesta imagem abaixo. 



Sim, trouxemos o móvel (e os objetos em cima dele e abaixo) no carro de Curitiba até Porto Alegre. Algumas coisas já usei - como os panelões de ferro do chão, os cachepôs rosa (que na verdade são potes cerâmicos que podem ir ao forno, hehe), os botões, um dos globos. De uns meses pra cá nos dedicamos a este móvel maior de madeira. Acredito que ele era um toucador/penteadeira. Mas não tinha o espelho ou outras partes exceto o que está na foto. Cheio, cheio, cheio de cupins, precisou ficar de molho no veneno por bastante tempo. Quando finalmente começamos a trabalhar nele, a primeira coisa a ser feita foi remover o verniz.


Usamos o removedor ecológico em gel, que tem um cheiro mais suave e não agride o ambiente. A Sandra, do Madeira em Forma, foi me dando assessoria e sugestões. Apliquei com pincel e...



... removi com espátula.


Esta parte mais clara que se pode ver no tampo do móvel é onde suspeito tinha um espelho. Note a diferença de cor nas gavetas da imagem abaixo: mais clara com verniz removido.



Aqui, móvel com verniz totalmente removido.


Esta gaveta mostra as "estradinhas" que os cupins fizeram dentro da madeira. Depois de remover o verniz, testei com uma chave de fenda a profundidade dos danos. E nesta, era grande. A primeira ideia era deixar as três gavetas sem pintura. Mas aqui os planos tiveram de ser revistos, porque precisou de tanta massa de madeira que descaracterizou o material original. Então, foi a única das gavetas que também recebeu tinta. Removi o que me pareciam restos de puxadores e marido aplicou a massa de madeira e lixou.





Quando fui pintar, queria que os pés palito ficassem na cor de madeira natural, como duas das gavetas. Então coloquei fita crepe na beirinha pra não sujar os pés com tinta. Eles foram lixados e só receberam verniz sem brilho.



Rolinho, pincel e tinta. Escolhi tinta esmalte base água neste tom de verde acinzentado.




Depois de pintar e aguardar secar, passei verniz em todo móvel. Aguardei secar outra vez e passei cera incolor. 


A banquetinha abaixo fiz uma graça e pintei só o tampo e a ponta dos pés! :D









Detalhe da madeira, judiada e do puxador de ferro que comprei numa ferragem aqui perto de casa. Achei que ficou charmoso este móvel e ganhou uma nova chance aqui e em casa! E vocês?


Inspirem-se. Lojas de usados, casa de parentes, doações... sempre tem algum lugar se desfazendo de um móvel ou objeto que ainda pode ser usado, bastando apenas um pouco de carinho e cuidado! Abraços e até o próximo post.





terça-feira, 25 de julho de 2017

Trocando estofamento da cadeira...



Olá pessoas! Não tem vez que a gente implica com um determinado móvel, sua cor, estofamento e tem vontade de mudar? Pois, acho incoerente jogar fora algo que ainda pode ter utilidade, que funciona bem, mas só precisa daquele dedinho de trabalho pra ficar diferente. Então, arregacei as mangas (nem tanto, porque tá fazendo calor aqui no sul em pleno inverno e já estou de mangas curtas) e fiz a minha (p)arte (arte, aquelas que as crianças fazem e a gente tem de ralhar vez ou outra). 




A foto não faz jus à situação desse estofamento. A cor do tecido é um mostarda. Mostarda encardida. Estava manchado e nunca senti muita simpatia por ele - nenhuma simpatia, pra ser bem sincera. Então, me armei de uns retalhos de suede que combinei entre si e "reencapei" a cadeira com eles.


Tenho daqueles grampeadores de tapeceiro - os mais simples, claro - e esses grampos são de uma praticidade que vocês não tem ideia. Compramos quando reformamos a casa, para fixar o forro de PVC. Suuuuper útil. 

A cadeira, no seu estofamento original, já fazia uso destes grampos. A única parte onde removi completamente o estofamento original foi no acabamento traseiro do encosto da cadeira - para não ficar muito grosso e dificultar a fixação com os parafusos. No restante, fixei o suede sobre o tecido existente. Ali em cima, na foto, pra remover os grampos usei uma chave de fenda.

Como estava fazendo e fotografando, não fotografei todas as etapas. Então, ficou assim o encosto depois de pronto.


Aqui, já com o assento. O pedaço de suede cinza escuro que eu queria usar no assento, em suas maiores medidas, não cobria o assento. Emendei com o pedaço estampado (pedi pra costureira pois não tenho máquina de costura) que deixei para a parte posterior da cadeira (onde suja menos) e deu ali, na medida.




Sobrou um pedacinho de suede estampado. Estão vendo aquela banquetinha ali, marcada pela seta vermelha, em listrado de branco e azul? Logo que mudamos pra casa encapei essa banqueta. Usei tecido, cola branca e verniz spray incolor. Mas ela estava manchada pelo uso e muitos copos molhados apoiados nela. Então, recobri com a sobra do suede estampado.



Tudo usando o grampeador. E ainda sobrou mais um pedacinho de suede cinza. Vai Foi pra outra banquetinha. Quando estiver pronta adiciono a foto aqui. Vão fazer parzinho na área onde está a escrivaninha do marido e servir de apoio (espero que não para copos molhados, hehehe).



O que usei:

- dois pedaços de suede, de mais ou menos 0,30m por 1,30m;
- grampeador de estofador
- grampos 6mm;
- tesoura;
- um martelinho pena (para dar uma marteladinha nos grampos mais preguiçosos);
- chave de fenda para remover grampos;
- uma chave philips para desmontar a cadeira;
- um pedaço de TNT para dar acabamento na parte de baixo do estofamento da cadeira (posto foto posteriormente junto com a outra banqueta). O TNT que usei já estava na cadeira. Tirei com cuidado antes de estofar o assento de forma a poder reusá-lo.

Acabamento na parte inferior do assento da cadeira.


É isto. Pra mostrar pra vocês que não precisa de muito esforço para uma mudança. As ferramentas são úteis não só para esta atividade. O grampeador já usei pra muitas coisas. Vale a pena adquirir. Você compra ou em papelaria ou home center, ferragem. Os grampos, vem numa caixa com mais de mil unidades. Desta forma você tem grampo pra muita arte. Dependendo da espessura do material a ser grampeado/fixado, você compra grampos maiores ou menores. Martelo, chave de fenda e chave philips são ferramentas essenciais numa casa de quem gosta de fazer as coisas sozinho(a).

Espero que esta postagem lhe dê aquele empurrãozinho que faltava para que você comece a sua pequena transformação. A cor/padronagem dos tecidos que usei podem não lhe agradar, mas não é esse o motivo principal da postagem. ;)

Boa sorte e até o próximo post.

Obs.: este post não é patrocinado.